sexta-feira, 19 de outubro de 2012
terra
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
beijo
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
unseen
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
pulmões abrindo
gratidão
terça-feira, 17 de abril de 2012
história do dia
o dia chega ao fim da sua longa dinastia
e começa a dar a curva para o outro lado
perdura no ar o travo salgado
do justo esforço já desnatado
entretanto a noite chega
e despe os seus veludos
secretos chuveiros começam a tecê-las
o colchão arranca junto ao chão mas
o sono vai subindo com pés mudos
atravessa o tecto e rente às estrelas
colhe os sonhos mais polpudos
terça-feira, 13 de março de 2012
lua nova vida
hoje a noite trazia um rio de laivo triste
escondido nos últimos minutos
sou peixe de pouca escama procuro refúgios onde não existem
a não ser nas camadas lá do fundo
onde o silêncio é tão grande
que tolda a vista
não se vê nada é tudo
matéria sensível
o que posso fazer a não ser
contar os movimentos vermelhos das guelras
pedir perdão
rezar à deriva agradecer
cada bolha de oxigénio cada aniversário
cada vez que disseste meu amor
oh meu amor
quando sair deste rio quero abraçar-te com todo
o meu cardume de esperanças
sacudir as águas debaixo de um candeeiro solarengo
sonhar em voz alta que tudo é possível
tudo até um coração dorido deixar-se florir
ao ouvir o ritmo repetido
da ondulação
da luz do plancton
dos teus lábios abrindo
as minhas feridas com doçura

